"O criador é aquele que faz avançar a história da moda" - Didier Grumbach

sábado, 21 de julho de 2012

A Relação MODA E ARTE


Quadro "Composição com Vermelho, Amarelo e Azul", de Piet Mondrian -
1921 e Vestido Mondrian, de Yves Saint Laurent - 1965


Os grandes costureiros e estilistas sempre dialogaram com os artistas de seu tempo, mas foi o francês Paul Poiret, o primeiro a promover essas trocas de modo sistemático, ainda nas primeiras décadas do século XX.

Ele utilizou em suas criações estampas exclusivas de pintores como Raoul Dufy e ilustrações de artistas como Paul Iribe e Georges Lepape.

Um outro nome fundamental da moda no século XX – Coco Chanel – trabalhou com Picasso, com os balés russos de Diaghilev, com Jean cocteau e tantos outros artistas...

Essa postura, que se firma ao longo do século XX, traduz uma visão da moda como arte e do grande costureiro (ou do criador de moda) como um verdadeiro artista de vanguarda.

A relação Arte/Moda pode ser assim sistematizada:

1- A arte como fonte de criação para a moda;
2- A moda como fonte de criação para a arte;
3- Wearable Art, ou arte usável.

1- A Arte é fonte de criação para a moda.

 Um momento emblemático da influência das artes plásticas sobre a moda ocorreu em 1965, quando Yves Saint-Laurent lançou a coleção Mondrian. Para além de uma simples estampa, o geometrismo de Mondrian transformava-se em vestido.

2- A Moda é fonte de criação para a arte.

 Artistas como Andy Wharol, Joseph Beuys ou Louise Bourgeois servem-se de elementos do universo vestimentário ou da roupa como suporte na criação de obras de arte.

3- Wearable Art ou arte usável

 O artista concebe peças de roupa, acessórios, estampas, etc , como peças exclusivas, mas seu compromisso é com a criação artística, não com a moda.
  
Exposições, galerias, instalações por toda a parte exploraram os três aspectos antes levantados. Ao mesmo tempo, fica uma pergunta: será que a utilização da arte na moda...virou uma moda?

Afinal, tornou-se uma espécie de praxe, ultimamente, que o estilista anuncie sua coleção como uma espécie de sopa de referências culturais, um vale-tudo em que é lícito misturar cores de Van Gogh com arquitetura japonesa, ou fazer uma releitura de Mondrian via Saint-Laurent

Como lhe é próprio a Moda não poupa nada, pilhando sistematicamente todos os universos, que se transformam, assim, em mera referência, desprovida de uma verdadeira tentativa de estabelecer uma “relação”.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Costura do Invisível


"Uma coleção de papel, um simples rasgo, um conto de fadas playmobil, que se tornou um ícone da moda"

Em 2004, durante a São Paulo Fashion Week, o estilista Jum Nakao apresentou o último desfile de sua carreira. A apresentação foi mais que um desfile, foi a construção de um paradigma, e a prova disso foi o desenvolvimento do livro e do documentário,que continuam reverberando o desfile e o trabalho de Jum Nakao como um todo.

"O que você faria se você não tivesse que se preocupar com nada? É preciso iniciar, renovar... É necessário fugir das coisas obvias. Sem o espectador a obra não existe"

(Jum Nakao)


O desfile é de uma leveza peculiar, e transmite exatamente o que Nakao fala: "O efêmero também pode permanecer".

Decidindo por uma coleção feita de papel, o objetivo mais importante da exposição foi o detalhamento nas roupas que as faria delicadas, causaria como diz o estilista um "deslumbramento" nas pessoas que as vissem.

Baseadas no final do século XIX as roupas são intensas na elaboração da forma, do trabalho e do processamento. Os papéis foram todos cortados à laser, utilizando sempre o papel vegetal para um efeito do "quase invisível". O propósito era tornar as roupas o mais impecáveis possível para que só fosse percebido de que material eram feitas na hora em que fossem retiradas.


As perucas Playmobil foram escolhidas para ser a peça constante do desfile. Um boneco Playmobil pode ser qualquer personagem e terá o mesmo cabelo. O objetivo era que as pessoas se identificassem com um elemento familiar e que pudessem se projetar na coleção, nas roupas, e se prender à um conceito ao invés de uma identidade de uma modelo em singular.

Houve uma decisão de organizar o show seguindo o mesmo padrão dos desfiles convencionais no andar da passarela, para dar a impressão de ser apenas mais um desfile feito de papel, porém no instante em que as modelos surgem para os agradecimentos há a quebra das regras convencionais de um desfile com uma alteração das luzes e da trilha e a destruição das roupas pelas próprias modelos, tudo para um impacto maior na audiência


"Redescobrir a importância de nos surpreendermos com o mundo, estarmos atentos e sensíveis a pequenas coisas, encontrar um novo sentido como turista nas coisas banais, da importância de um instante de leveza"

(Jum Nakao)





quinta-feira, 12 de julho de 2012

Eu Etiqueta - por Carlos Drummond de Andrade



Eu Etiqueta


Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

 Carlos Drummond de Andrade

sábado, 7 de julho de 2012

"O que os homens nunca deveriam usar - ou ter usado" por Arnaldo Jabor


O que os homens nunca deveriam usar - ou ter usado:

Na coluna passada, brinquei com o meu ponto de vista, sobre o que as mulheres não deveriam usar - pois era sofrível. Foram dezenas de e-mails concordando, mas pedindo para o colunista fazer a mesmíssima coluna, porém sobre os equívocos masculinos. Já tinha isso em mente e aí vai a minha lista para meus queridos leitores. Acho abominável que um homem envergonhe (no sentido estético) a classe masculina usando:

1) O trio mais famoso do que o do McDonalds: pochete, bermuda jeans e sandália papete. Se vier acompanhado do celular (na capinha) na cintura então. É caso para fingir que não conhece.

2) Blazer com gola rolê por dentro. É o figurino preferido de 10 em cada 10 novos cabeleireiros recém bem-sucedidos na cidade. Esse tipo acha esse conjunto o uniforme da 'elegância'. Geralmente abrem salão na cidade com os nomes de Roberto's Coiffeur, Cabral's, Antonio's e por aí vai.

3) Sapato social de 'franjinha' (aquele detalhe de penduricalho em cima). Se for curto a ponto de aparecer a meia branca por baixo, a coisa beira a piedade. Esse tipo fica ótimo num dublador de Michael Jackson cantando 'Billie Jean' no Largo da Carioca.

4) Calça de cintura alta e preguinhas...... Cuidado com os testículos! Eles não têm culpa se você se veste mal. Gerentes de churrascaria rodízio costumam adotar esse visual acompanhado de uma vistosa camisa vermelha de seda javanesa. Correntão de ouro e pulseira de ouro é melhor esquecer. Deixe para os bicheiros.

5) Perfume KOUROS (Yves Saint Laurent) ou NATURA. Num acampamento pode ser usado como repelente (pena dos seus companheiros de viagem). Um cara que usa esse perfume se torna inesquecível. O trauma nas pessoas ao redor é irreversível.

6) Essa vai doer em muito 'Maurício' mas é a minha opinião: Casaquinho de lã jogado nas costas e amarrado na frente. Esse visual geralmente vem acompanhado de um cabelo arrumado pela mamãe a ' La Roberto Justus '. Tem solução, mas tem que ser mudado ainda na infância ou no máximo adolescência. Depois fica difícil.

7) Unha suja (e sem cortar). Se você não for  mecânico  pode ter certeza que brochará sua namorada ou pretendente. Caso seja bonito, atlético e gostosão,, ela será somente um pouco mais tolerante, entretanto, irá pedir para limpá-las assim que acabar a noite de fetiche com um desleixado. Não esqueça também de aparar aqueles pelinhos horríveis que por ventura saiam do nariz ou da orelha - em nome da higiene, please!!!!

8) Base incolor na unha. Triste amigo. Só limpar e cortar já é suficiente. Cuidado se tem esse hábito, pois daqui a pouco estará pedindo 'francesinha' no salão.

9) Fazer sobrancelha. Se for tirar um fio maior, ok. Agora, se for limpar e afinar nas extremidades, é melhor tomar cuidado. Daí para usar rímel e delineador é um pulo. Não estranhe se vier uma vontade incontrolável de chamar um amigo de infância para assistir 'Brokeback Mountain' comendo pipoca light.

10) Cueca furada ou muito vistosa (vermelha, pink, salmão, cetim verde bandeira). Amigo, por favor, treine tirar a calça puxando a cueca junto. Nenhuma mulher no mundo agüenta esse choque visual. Se ela vir a sua cueca é provável que você fique na mão (literalmente) Esqueça também a sunga branca na praia. Nem precisa explicar.


terça-feira, 3 de julho de 2012

O que não usar - por Arnaldo Jabor

Algumas coisas que as mulheres devem saber que são tristes de usar.

Com isso, e pela importância que dou ao sexo feminino, decidi fazer uma  pequena listinha de coisas que simplesmente algumas mulheres deveriam  repensar antes de usar (caso uma mera opinião masculina importe).

É triste mulher:

1) Usar esmalte com uma florzinha (ou estrelinha) em uma das unhas  combinado com a outra mão (no pé já é caso de internação).

2) Salto de acrílico (a não ser que vá fazer um filme pornô ou agradar o  namorado fetichista). Sapato branco também é de lascar.(a menos que você  seja enfermeira...) Bota Frankstein, aquela do plataformão preto. Nem Mortícia Adams teve coragem de usar... E, sandália com plataforma de  madeira entalhada. Essa dispensa qualquer comentário

3) Lente de contato colorida. Essa é uma das tenebrosas campeãs. Além de dar uma enorme vontade de lacrimejar de aflição (para quem está de frente com o ser), parece que estamos diante de uma personagem do próximo filme do X-Men. Aproveitando a fase mutante retire o óculos de sol da cabeça!Ele deve ser usado nos olhos e guardado após o uso! Dr. Xavier adora mutantes que usam a cabeça como aparador! Cuidado!

4) Meia-calça cor da pele, tipo Kendall para o inverno (a não ser que tenha mais de setenta anos ou use debaixo da calça em caso de frio extremo). Em hipótese nenhuma deve ser usada com saia e sandália aberta.

5) Calça justa demais, que aperte as partes íntimas (fica parecendo uma pata de camelo). Calça de cintura baixa com aquelas gordurinhas sobrando para os lados e...cofrinho aparecendo...Não obrigue os outros a ter que ver isso!

6) Descolorir os (muitos) pelos da barriga, o famoso 'caminho da felicidade'. Melhor depilar, caso contrário é melhor procurar um namorado que tenha colocado blondor no bigodinho. Farão um lindo par.

7) Unha do pé grande, maior do que onde termina o dedo, além de ficar muito feio pode ser um perigo fazendo 'carinho' com o pé, no marido ou namorado. Se estiver solteira, vá à praia de meia.

8) Calça jeans com muitas aplicações (rosas coloridas, tachas, strass, etc.). Tudo em exagero polui o visual e esse tipo de calça tem muita informação. Usada junto com o item 2 é uma das piores composições. Se pretende sacanear algum namorado (ou ex), chame-o para jantar ou dançar, e vá assim.

9) Perfume Paris, do Yves Saint Laurent ou um tal de Angels.... não tem desculpa. As pessoas ao redor não merecem isso e nem todo mundo carrega Neosaldina na bolsa. Usar no verão então, é sadismo.

10) Calça legging com tamanco de madeira. Se você não estiver numa refilmagem de 'Grease nos tempos da brilhantina', use outra maneira de chamar a atenção. Há outras (e muito melhores) maneiras de um cara te achar gostosa.

sábado, 30 de junho de 2012

Óculos, para quê te quero?


A história dos óculos começa por volta de 500 a.C. com algumas referências em textos do filósofo chinês Confúcio. No entanto, como suas lentes não tinham graus, durante  séculos eles foram usados apenas como adorno, ou como forma de discriminação social, principalmente para os doentes mentais.

As primeiras lentes corretivas surgiram no século I d.C. e pedras semi-preciosas como o berilo e o cristal de rocha cortadas em camadas finas foram as primeiras lentes de aumento para perto. Mais tarde, passaram a ser usadas sobre os olhos e se transformaram na primeira forma de lentes corretivas.


Reprodução do primeiro par de óculos encontrado na Alemanha no século 13



O primeiro par de lentes, com aros grandes de ferro unidos por rebites, foi descoberto na Alemanha em 1270. Parecido com um compasso, permitia que fosse ajustado.

Ainda no mesmo século, um modelo semelhante foi criado em Florença e fez bastante sucesso. Por isso, os italianos ganharam fama como os inventores dos óculos. Porém, foram necessários mais dois ou três séculos de pesquisas para que se conseguisse um modelo seguro e confortável.

No século 15, os modelos Pince-nez e Lornhons eram os mais usados. O primeiro não tinha hastes e era ajustado apenas no nariz. Já os Lornhons vinham com uma haste lateral para ser colocado em frente aos olhos.



Pince-nez do século 16


As hastes fixas apoiadas sobre as orelhas só surgiram no século 17, mas mesmo assim os modelos sem hastes continuaram a ser usados até o início do século 20, quando então foram sendo substituídos pelos modelos Numont, com aros superiores ou inferiores finos e leves. Sua versão mais moderna é sucesso até hoje.


Modelo do século 19, banhado a ouro


O uso do plástico e seus derivados na fabricação de armações e o avanço da tecnologia para a produção de lentes melhores e mais finas, ampliaram muito as possibilidades do design de óculos em geral. Atualmente é possível encontrar uma enorme variedade de modelos em muitos materiais, tamanhos e cores. Alguns tipos curiosos como um óculos-leque de tartaruga mostram como se disfarçava a necessidade dos óculos em festas e reuniões nos séculos 18 e 19.

Óculos leque de tartaruga


A partir dos anos 30, todo o conceito na fabricação dos óculos mudou. Eles passaram a ser mais leves e elegantes. Nos 60 e 70, uma revolução aconteceu com o surgimento dos plásticos e também por influência da moda pop e irreverente da época.

Modelo original de André Courréges anos 60


Os clássicos Ray-Ban que faziam parte dos acessórios militares desde antes da Segunda Guerra e que mais tarde foram adotados por estrelas do rock, como Lou Reed e Bob Dylan, são muito usados ainda hoje.  Os modelos "gatinho" começaram a ser usados no final dos anos 40 e viraram moda nos 50.

Modelo pop dos sixties que foi capa de várias revistas da época




Modelos decorados com strass dos anos 70





Modelos Ray-Ban






Modelo gatinho



Estilo, sofisticação e glamour são fatores que podem ser encontrados nos  óculos contemporâneos. Alguns modelos retomam  clássicos da década de 60, investindo em modelagens mais arrojadas e alinhamento moderno.  Modelos maiores, com armações coloridas e bem descontraídas, cobrem boa parte do rosto e proporcionam um ar de glamour a face. As armações tradicionais nas cores marrom, preto, branco e cinza estão sendo decoradas com pedraria, um efeito estético que faz a diferença no quesito moda óculos escuros. Ponto também  para as opções que são extremamente práticas, como os novos modelos flexíveis e com lentes à prova de danos.



O modelo Butterfly - queridinho das celebridades


A revolução tecnológica e os  modelos dobráveis


Febre! O revival do modelo Ray-Ban









quarta-feira, 27 de junho de 2012


Entrevista com Glória Kalil




por RITA OLIVEIRA

* Entrevista com a consultora de moda e estilo  Gloria Kalil

1- A moda já lhe rendeu dois best-sellers. Por que você resolveu falar de etiqueta?

Gloria Kalil - A preocupação com a aparência tomou uma proporção exagerada. Agora estou dizendo aos leitores: "Chega de imagem, cuidem da sua segurança interna". Além disso, percebi que atrás de cada pergunta de moda há sempre uma questão maior: "Que ritual é esse para o qual eu não sei como me vestir?" Muito da insegurança vem da falta de informação e de convívio social. Hoje, a família nem se reúne mais em volta da mesa de jantar. Todo mundo corre demais, cada um tem um horário, esquenta o prato no microondas, come em frente da TV...


2- As crianças não têm com quem aprender?

Gloria - Não, porque era durante as refeições que os pais ensinavam o básico do comportamento e da ética. Naqueles momentos, diziam: "Senta direito, olha o cotovelo na mesa". Ou então: "Seu amigo dedurou um colega para o professor? Isso não se faz, é muito feio". O mundo mudou, a transmissão informal de conhecimento diminuiu e hoje reina a falsa impressão de que não existe regra alguma. Bobagem. Os códigos precisam ser revistos, o que não significa que é possível prescindir   deles.

3- A ideia de obedecer regulamentos assusta. Qual o motivo de tanta resistência?

Gloria - Isso acontece porque somos filhos e netos dos anos 60, a década que rompeu com valores machistas, preconceituosos. Porém, o fato de termos lutado contra o autoritarismo e a hipocrisia não quer dizer que agora vale tudo! Sem educação não há civilização. O problema é que as famílias modernas sentem-se desconfortáveis, pensando que educação é repressão... e é mesmo. O papel dos filhos é reclamar e achar os pais uns chatos. E o papel dos pais é serem chatos, ora! Cabe a eles repetir mil vezes, até que a criança aprenda, que não pode comer de boca aberta nem falar alto nem devorar toda a batata frita. Tem que dividir com os outros. Senão, quem chega na frente come a melhor parte - esse é o princípio da barbárie. Eu não tive filhos, mas certamente seria uma mãe insuportável... (Risos)

4- Qual é a principal regra da etiqueta moderna?

Gloria - Prestar atenção no outro. Quem só olha para o próprio umbigo não está apto a conviver. E atualmente isso é muito comum, o narcisismo virou um problema social.

5- Acaba interferindo também nos relacionamentos amorosos...

Gloria - O drama é que uma tribo não faz concessão a outra e aí os relacionamentos ficam difíceis. Está cheio de mulher que olha o cara e, se não gosta do sapato dele, não se dispõe a conhecê-lo... Para escrever o capítulo sobre casais, encomendei uma enquete à equipe do meu site. No resultado, ficou evidente um problema de código: mulher adora moda e homem tem horror ao estilo fashion. Isso gera curto-circuito na comunicação. Teve um cara que reclamou. Deu um vestido de presente para a namorada e ela estreou a peça com botinas e uma jaqueta de jeans rasgada. Ele considerou um ultraje.

6- O que aconselha para evitar desencontros desse tipo?

Gloria - Que a mulher não fique presa ao seu mundo. Se quer agradar a um homem, no mínimo precisa fazer um pouco de esforço para entender o universo dele e se comunicar.

7- Podemos tomar a iniciativa da conquista?

Gloria - Não! Muitas mulheres ficam chocadas quando digo isso, acham que é coisa do século passado. Mas eu insisto: está interessada nele? Então não o procure. Esse não é o momento de mostrar o quanto você é independente, e sim de observar o funcionamento dos códigos de sedução. O fato é que o homem continua gostando de conquistar e a mulher de ser conquistada. Se ela correr atrás dele, ele correrá dela.

8- Duas saias justas: o fim do namoro e o reencontro com o ex. Como lidar com elas?

Gloria - Qual é a melhor hora para quebrar a perna ou levar um fora? Isso é da vida, não há livro que resolva. Se for abandonada, não vá perseguir o sujeito nem encha a paciência dos outros contando mil vezes a sua história - melhor amargar sozinha. Separação é como gripe: tem um ciclo, dói, depois passa. Caso dê de cara com o ex e a nova namorada no restaurante, nada de fazer cena.

9- Hoje é comum uma mulher perguntar a outra se aplicou Botox, fez plástica... É de bom-tom?

Gloria - É péssimo! A plástica, sobretudo, devia ser abordada com o mesmo pudor dos assuntos ginecológicos. É íntimo demais, ninguém tem de ficar bisbilhotando. Claro que amigas trocam segredos e podem até ir juntas aplicar Botox... Mas como você se sentiria se uma conhecida qualquer perguntasse o preço do seu sapato, por que você engordou ou se fez preenchimento de rugas? Em geral, pessoas invasivas adoram falar dos seus tratamentos, mostrar o silicone. Aí, é o problema contrário, você fica naquela situação horrível: "Não, querida, eu não quero ver o seu peito..."

10- Num almoço, tudo bem se você atender o celular?

Gloria - Se estiver aguardando uma ligação urgente, melhor se desculpar com seu acompanhante, ser breve na conversa e desligar o aparelho assim que resolver a pendência. Outro dia, vi duas moças num restaurante - uma almoçou enquanto a outra ficou no celular o tempo todo. É o fim da picada, eu teria me levantado da mesa.

11- Como os fumantes devem se comportar para não perturbar nem ser perturbados pelos outros?

Gloria - A não ser que você more em Paris - onde todo mundo fuma em qualquer lugar e ninguém dá a mínima -, tem que pedir licença e perguntar se incomoda. E agir de acordo com a resposta, claro. Por outro lado, quando é você a anfitriã fóbica e recebe um amigo fumante, é possível, delicadamente, sugerir que ele acenda o cigarro na varanda. Mas, se for um convidado de muita cerimônia, desista. Abra as janelas e pronto.

12- Existem normas que ajudem a mulher a ficar segura em situações variadas?

Gloria - Sim, e também proibições (veja o quadro). Mas etiqueta não é um exercício de memória, não se trata de decorar regras, e sim de entender o espírito da coisa. A ideia é facilitar a vida e as relações, nada a ver com complicar ou esnobar.

13- Eventos especiais sempre trazem dúvidas. Qual o segredo para fazer bonito na festa?

Gloria - O fundamental é identificar o tipo de rito, o que é valorizado naquela situação. Suponha que o convite peça traje social completo e você decida ir de jeans. Se está convencida disso, tudo bem. Porém, se vestiu a roupa errada porque não entendeu o convite ou não prestou muita atenção nele, vai se sentir a última das criaturas e acabar perdendo a noite. A segurança aumenta à medida que você vai dominando as normas. Até para desobedecê-las, se preferir.

14- O que uma mulher precisa saber para receber bem?

Gloria - Que o bem-estar dos convidados é mais importante do que ter o copo certo. Também é bom lembrar que não se convida desafetos nem um casal recém-separado para uma recepção íntima (em festa grande pode, mas sempre é melhor avisá-los antes). A partir daí, existem mil possibilidades. É besteira se estressar porque quer fazer um fondue para um pequeno grupo de amigos e não tem o aparelho. Peça emprestado a uma amiga ou alugue. Aliás, outro amigo pode trazer aquele queijo ótimo, você serve as bebidas, a conversa engata e dá tudo certo. Não se esqueça de colocar flores na casa e vestir uma roupa bonita: é carinhoso demonstrar que se preparou para receber as pessoas. A situação muda em um jantar para 20 convidados. Nesse caso, é melhor contratar uma copeira ou um bufê com serviço completo do que ficar correndo de lá pra cá, mostrando que está tendo o maior trabalho. Aí você nem aproveita a festa nem atende seus convidados direito.

15- O problema é querer dar o passo maior que a perna?

Gloria - Não funciona alguém tentar aparentar o que não é - isso é pura exterioridade, enquanto a segurança é uma condição interna. Mas que ninguém se engane: a segurança depende de a gente se sentir aceita pelos nossos pares, as pessoas que valorizamos, sejam elas super tradicionais e cheias de cerimônia ou artistas informais. Você pode ser indiferente à opinião de um determinado grupo porque a sua turma é outra. Mas, se você se sente a tal em detrimento de todo mundo, não é segura coisa nenhuma, é louca. Nós precisamos da aprovação do outro e vice-versa, daí a necessidade de prestar atenção no ambiente, nas pessoas, roupas, conversas. Tudo ajuda você a entender melhor a situação e a ficar mais à vontade.

Ela diz que não pode! No Trabalho - Transformar sua mesa em um altar pessoal (fotos de família, latinhas coloridas, bichinhos). - Cara feia. - Abusar do uso de roupas em tons pastel: infantilizam e dão ar de fragilidade.

No Restaurante - Tentar furar a fila de espera. - Tirar os sapatos debaixo da mesa. - Utilizar as seguintes palavras e expressões que começam com d: dieta, doença, depressão, dureza, diretrizes políticas, doutrinas religiosas.

No Casamento Se você for madrinha ou convidada: - Usar preto no altar. - Competir com a noiva (vestido de cauda, decote até o umbigo etc.). Se Você for Noiva: - Fazer do seu noivo uma peça de decoração (o terno combinando com seu buquê, por exemplo).

No Relacionamento - Falar mal do ex. - Comentar numa roda idiossincrasias (roncos, hábito de ler no banheiro...). - Desmentir o parceiro em público. - Fazer voz de criança.

Fonte: Revista Cláudia

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.

É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!

Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, o Amor e a Fé nos tornam humanos!


GLÓRIA KALLIL

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Anos 60 – Retrospectiva

Sixties


Nos anos 60 a mídia reina sobre a produção em massa dos produtos lançados e determina o gosto de roupas de duração, cada vez mais efêmeras.

Juliette Greco – era a imagem do existecialismo, grande intérprete da canção francesa, símbolo dessa geração.

A sociedade permissiva acena com a pílula anticoncepcional, dando um golpe no enraizadomoralismo vitoriano.

Concluída a Guerra da Coréia, se descortina a era fatal para Kennedy. Jacqueline eleva a Casa Branca a um primeiro plano na cena mundial e impõe um novo estilo: o seu.

Em 1960 o principal ponto de venda era a boutique.

Em 1961, um jovem bando “rival” de dançarinos da Broadway conta a sua história no musical “West Side History”.

Yury Gagarin é o primeiro homem a participar de um vôo espacial.

Em 1963 surgem os Mods e os Rockers, grupos rebeldes de uma agressividade latente com seus visuais opostos.

Era uma época de muita incerteza, quase de terror, tendo o escapismo como tema dominante.

Essa atmosfera de ruptura também ficou evidente nas artes: uma nova energia e inspiração produziram a arte pop; filmes; peças revolucionárias e sua crítica social mordaz, novos escritores, e um novo estilo literário.

Os tecidos se inspiram entre 60 e 67 na Op Art – Art Optique

Optical art


Em 1963 – Morrem Edith Piaf, Marylin Monroe e John Kennedy.

Em 1964 – Deslancha o conjunto “Rolling Stones”

Nina Ricci, Lanvin e Yves Saint-Laurent abriram boutiques de Prêt-a-Porter para expandir suas grifes. Eles são artesãos de uma certa democratização da moda, até aí considerada como um luxo. Uma moda através da qual as referências culturais serão os elementos geradores de evoluçõesrevoluções.

Os modelos mudavam tão depressa que os fabricantes tinham dificuldades para renovar os estoques com a rapidez necessária.

As mudanças eram consequência de uma incerteza geral quanto ao futuro e de um desejo de ser rebelde.

O vestido de Mondrian, de YSL, a transposição da Op-Art, de Pierre Cardin, os cortes nstruídos arqui-estruturados de Courréges, nos quais os materiais contemporâneos (plásticos, papel ou metal) são simplesmente expressão de uma moda de sínteses. Síntese entre a pintura, a arquitetura e o desenho. Síntese entre linha e cor.

Em 1966 a Rússia lança Valentina no espaço. O interesse crescente pela aventura no espaço se reflete na criação desses costureiros.


Looks Pierre Cardin


Pierre Cardin apostou na imagem de uma mulher quase lunar dentro de uma silhueta justa e geométrica.

Courréges aderiu às roupas da era espacial, brancas, em quadrados e botas de pelica de cano alto.

Paco Rabanne criou roupas de argola de metal e plásticos.

As roupas estabeleceram uma nova tendência: duras e geométricas, eram eróticas, quando desnudavam o corpo. A minissaia de Mary quant era sucesso mundial. Ela abriu caminhos para arbara Hulanicki e Zandra Rhodes.

Nos anos 60 os estilistas concordaram sobre Audrey Hepburn: “Ela era a última diva a vestir.

A fantasia dos coloridos tecidos das roupas masculinas desta década, é um fenômeno único durante o século 20.

Andy warhol, o famoso astro pop americano adere ás roupas de Courréges.

Os refrões alucinantes de Bob Dylan atravessam o Atlântico e com ele o movimento Hippie. Os hippies formam um grupo totalmente diferente nos anos 60. Independentes eles rejeitam a comercialização cultural e simpatizam com os movimentos de pacificação. Usam roupas étnicas, mantôs afegãos, kaftans indianos, bandô na testa, colares de contas e cobremo corpo de flores e motivos psicodélicos.


Hippies


Sopram ventos rebeldes da Bolívia, Ernesto Che Guevara vira protagonista da Revolução cubana, ídolo e modelo para os estudantes.

Da Sorbonne, Jean Paul Sartre apóia a Revolução Estudantil e a rua passa a ser o palco das reivindicações. É maio de 1968..

O astronauta Neil Armstrong é o primeiro homem a pisar na lua.

A moda mini, maxi, midi, hippie e espacial coabitam de modo pacífico, até o início dos anos 70.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Hubert de Givenchy

Hubert de Givenchy

"Para os que se preocupam com qualidade, o prestígio é a coisa mais importante. Acredito sempre na alta-costura e desejo que ela dure até o fim da minha carreira. Sempre a defendi, com a perfeição que ela implica. Não há duas maneiras de se exercer a profissão. Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão."

Givenchy


A extrema elegância sempre foi a principal marca das criações clássicas de Hubert de Givenchy, um francês reconhecido mundialmente por seu trabalho coerente e requintado.

Ao contrário do que sua família desejava, Givenchy não se tornou advogado, tendo cursado a Escola de Belas Artes, em Paris. Chegou a trabalhar com nomes importantes da costura parisiense, como Jacques Fath, Robert Piguet e Lucien Lelong. Trabalhou também com Christian Dior e Elsa Schiaparelli, antes de abrir sua própria maison , em 1952, no número 8 da rua Alfred de Vigny, na Monceau Plain, em Paris. Nesse mesmo ano, apresentou sua primeira coleção de alta-costura, que ficou marcada pela blusa de babados nas mangas, batizada de Bettina, nome da sua principal modelo e também relações públicas da marca. Durante os anos 50, ele criou vários modelos "chemisier", na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com os separáveis - peças que podem ser combinadas entre si -, e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. Foi o primeiro designer de alta-costura a apresentar uma coleção feminina de prêt-à-porter, intitulada "Givenchy Université", em 1954.


Blusa Betina


A atriz Audrey Hepburn (1929-93) traduzia o ideal de elegância e glamour que Givenchy queria para suas roupas. Era a mulher perfeita para vestir suas criações, sempre impecavelmente bem proporcionadas.


"Eu trabalho mais sobre modelos vivos que com manequins de madeira. Os manequins vivos são fonte de inspiração. Audrey Hepburn encarnou, para mim, um ideal feminino, por suas proporções e também por sua imagem."


Em 1973, entrou para o mundo da moda masculina, com o lançamento da linha Gentleman Givenchy . Em 1981 , a Maison Givenchy foi vendida, sendo que a linha de perfumes ficou com a Veuve Clicquot , e a parte de alta-costura foi para o Grupo Louis Vuitton Moët Hennessy . Atualmente, a Louis Vuitton também é proprietária da linha de perfumes fabricados pela Givenchy.

Givenchy despediu-se das passarelas em 1995 , com um desfile para o qual foram convidados apenas amigos pessoais, estilistas e principais clientes. A marca Givenchy continua a existir. Algumas das principais modelos da marca são Liv Tyler e Paula Enderle, famosas pelos comerciais da "grife".

Um ano depois, em outubro de 1996, o também britânico Alexander McQueen foi escolhido como seu sucessor. Sua primeira coleção para a Givenchy foi apresentada em janeiro de 1997 e, em 1998, ganhou o prêmio de melhor designer do International Fashion Group . Após algumas especulações sobre quem se tornaria o principal nome da marca, no lugar de McQueen, Julien Macdonald foi nomeado diretor artístico da casa em março de 2001.


Modelo Givenchy

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Filme Bonequinha de Luxo



Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), é um filme norte-americano de 1961 , do gênero drama , dirigido por Blake Edwards e com roteiro baseado em livro de Truman Capote.

O clássico se passa na cidade de Nova Iorque e tem cenas filmadas na famosa loja de jóias Tiffany . Apresenta Audrey Hepburn cantando Moon River , canção que faz parte da trilha sonora composta por Henry Mancini.

"Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica".

Bonequinha de Luxo é um filme que se torna um clássico por registrar uma época em que os produtores queriam quebrar a censura hollydiana, e o medo deles de chocar uma sociedade tão conservadora.

É interessante analisar, como naqueles tempos era "errado" uma mulher ser solteira e desempedida. Por isso, Audrey Hepburn ficou temerosa em aceitar o papel; ela teve que mudar a si mesma, para mudar a postura das mulheres daquela geração.

Mais o diretor Blake Edwards tinha Audrey, o músico Henry Mancini, e a figurinista Edith Head, e permitiu que eles brilhassem. É incrivel como os produtores e roteirista, modificaram o livro de Truman Capote, para não "chocar" o público. as cenas de sexo, até as falas que dizem que Holly (Audrey) é uma garota de programa de homens ricos, são TODAS insinuadas, nada explicito.

Hubert de Givenchy, criou o guarda-roupa , que vestiu Hepburn, para o filme e se tornou exemplo de sofisticação clássica, com seus vestidos pretos e formas limpas.

Audrey Hepburn, em "Bonequinha de Luxo", de 1961